Faaala, viajante! Tudo bem por aí?
Viajar para o Chile ainda levanta muitas dúvidas entre brasileiros. Tem gente que acredita que o país é caro demais, que só vale a pena ir no inverno por conta da neve ou que o fato de não saber falar espanhol pode atrapalhar a experiência.
Por isso, no post de hoje, eu vou te contar o que é mito e o que é verdade sobre viajar para o Chile, sem enrolação, para que você planeje sua viagem ao país sem medo nenhum. Então se você quer conhecer melhor o destino e descobrir como aproveitar o Chile da melhor forma, segue a leitura até o final.
1. Precisa de passaporte para entrar no Chile
Esse é um dos mitos mais comuns entre brasileiros que estão planejando a primeira viagem para o Chile. A verdade é que não é obrigatório ter passaporte para entrar no país, brasileiros podem viajar para apresentando passaporte válido ou RG em bom estado, desde que o documento tenha sido emitido há menos de 10 anos e permita a identificação clara do viajante. OBS: A nova Carteira de Identidade Nacional também é aceita.
O que muita gente confunde é achar que qualquer documento serve: CNH, carteira profissional ou certidões não são aceitas para entrada no país. Outro ponto importante é que as crianças também precisam de documento válido para viagem internacional, entender isso antes de embarcar evita contratempos logo na imigração e garante uma chegada tranquila ao Chile.
2. É perigoso andar pelas ruas do Chile
Outro mito que costuma afastar viajantes é a ideia de que Santiago e outras cidades chilenas são perigosas. A verdade é que o Chile é um dos países mais seguros da América do Sul, especialmente quando comparado a grandes capitais brasileiras, obviamente que isso não significa que não existam cuidados básicos, mas o cenário é bem diferente do que muitos imaginam.
Bairros turísticos como Providencia, Las Condes, Vitacura e regiões centrais bem movimentadas são seguros para caminhar, usar transporte público e explorar a cidade, inclusive à noite, desde que com atenção normal. Como em qualquer grande cidade do mundo, o ideal é evitar ruas muito vazias de madrugada, cuidar de objetos pessoais e não dar brechas para pequenos furtos.

3. Terremotos são um problema
É verdade que o Chile está em uma das regiões mais sísmicas do mundo e que pequenos tremores fazem parte da rotina do país, mas também é verdade que o lugar é um dos países mais preparados do mundo para lidar com isso. As construções seguem normas rígidas, a população sabe exatamente como agir e, na prática, a maioria dos turistas nem percebe quando acontece algum tremor mais leve.
Na experiência real de viagem, isso raramente interfere em passeios, deslocamentos ou na programação. O tema assusta mais quem está de fora do que quem já conhece o país.
4. Chile é somente Santiago
Esse é talvez um dos maiores mitos sobre o país. Santiago é uma excelente base, mas está longe de representar tudo o que o Chile tem a oferecer, em poucas horas de viagem é possível sair da capital e estar em vinícolas, no litoral, em vales na cordilheira, no deserto mais seco do mundo ou em paisagens completamente patagônicas no sul do país.
O Chile é um destino de contrastes muito fortes, onde o cenário muda completamente conforme você se desloca, limitar a viagem apenas à capital ou à neve é perder boa parte da experiência.

5. O Chile é um país caro
É verdade que, comparado a outros destinos da América do Sul, o Chile costuma ter custos mais altos, principalmente com alimentação, hospedagem e alguns passeios, especialmente em alta temporada. Mas isso não significa que a viagem seja inviável ou fora da realidade.
Com planejamento, escolha certa de época e um roteiro bem estruturado, é perfeitamente possível equilibrar os gastos e aproveitar muito bem o país. Muitas vezes, o que encarece a viagem não é o destino em si, mas decisões mal planejadas.
O que tudo isso muda no seu planejamento?
A maior armadilha ao planejar uma viagem para o Chile é confiar em ideias prontas e informações soltas sem contexto. O país é muito mais diverso, organizado e previsível do que muitos mitos fazem parecer, e ao mesmo tempo exige um mínimo de planejamento para que a experiência seja realmente boa.
Quando você entende o que é exagero e o que é realidade, fica muito mais fácil montar um roteiro inteligente, evitar surpresas desagradáveis e aproveitar o melhor que o Chile tem a oferecer. E é exatamente aí que a viagem deixa de ser só um plano e passa a ser uma experiência bem vivida.

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Até a próxima, te vejo aqui no Chile!


















