Vinhos chilenos – Cinco rótulos que você deve levar do Chile

Falaa meus queridos, tudo certo?!

Quando você chega em um supermercado chileno, tem vinho para caramba, e o preço é bem menor do que você paga no Brasil. O diferente é que não é vinho ruim não, é vinho bom mesmo, com premiações internacionais que você não encontra fácil no nosso país, aí você fica olhando as prateleiras pensando em levar alguns para casa, e bate a dúvida: qual vinho realmente vale a pena trazer?

Pensando nisso, separamos cinco rótulos que realmente compensam trazer, as vinícolas que você precisa procurar, onde encontrar no supermercado, quanto você pode levar para o Brasil sem problema com a Receita, e como embrulhar tudo isso pra chegar inteiro em casa. Vamos lá!

Carménère – a uva que define o Chile

Pewën de Apalta da Santa Rita, ou Carmín de Peumo da Concha y Toro, ou Alto de Piedras da De Martino, todos com 97 pontos no Guia Descorchados 2024, o prêmio mais importante da América do Sul para vinhos, no Brasil a gente acha Carménère, mas tipo um vinho genérico sabe, sem muito diferencial. No Chile você procura Carménère da Viña Carmen, que foi exatamente a vinícola que redescobriu essa uva em 1994, porque estava confundida com Merlot e tinha sido considerada extinta.

Você compra por CLP 8.000 a 12.000 (R$ 50 a R$ 75), no Brasil sai por 2, 3 vezes isso, e ainda vem sem aquela história que só em vinho chileno tem. A cor é profunda, rubi intenso, o sabor é fruta preta madura com pimenta-do-reino, aquele toque herbáceo que aparece só quando você cultiva em clima certo.

Pinot Noir – da Viña Leyda, Las Brisas

Viña Leyda Las Brisas Pinot Noir, 91 pontos de Jim Suckling (crítico de vinho internacional super respeitado), você acha por CLP 5.000 a 6.000 (R$ 30 a R$ 40), e no Brasil um Pinot Noir com essa pontuação custa bem mais. O diferencial: Las Brisas é um single vineyard, ou seja, uvas de um vinhedo só, do Vale de Leyda que fica pertinho do Pacífico.

O vinhedo tem solos granítcos e influência direta do oceano, o que significa frescor, acidez bem marcada, e aquele toque de frutas vermelhas secas que você não vê em vinho mediano. 

Pinot Noir

Syrah – Pangea, da Ventisquero

Pangea Syrah do Vale de Apalta, eleito melhor vinho de Apalta pelo Guia Descorchados. Aqui o diferencial é enológico mesmo: Felipe Tosso e John Duval, dois enólogos com reconhecimento mundial, assinam esse rótulo, e você compra por CLP 10.000 a 14.000 (R$ 65 a R$ 90), e quando você toma entende por que vale tanto a pena.

O sabor é frutas negras maduras, cereja, ameixas, pimenta-do-reino e aquele toque de couro que só aparece em Syrah bem feita. Não é pesado, não é madeira demais, é elegante mesmo, o tipo de vinho que você toma e quer tomar de novo, trazer isso do Chile vale a pena porque você acha com o preço muito justo.

Sauvignon Blanc – Casas del Bosque, Casablanca

Casas del Bosque Sauvignon Blanc do Vale de Casablanca, “One of Chile’s most awarded Sauvignon Blancs” segundo especialistas internacionais. Você compra por CLP 4.000 a 6.000 (R$ 25 a R$35), e o diferencial aqui é a terroir mesmo, porque Casablanca fica 80 quilômetros de Santiago, entre a cordilheira costeira e o oceano Pacífico, o que significa clima frio e brumas do mar.

Resultado: um branco fresco, mineralizante, com acidez, esse aqui vem com energia, aromas de abacaxi, grapefruit, ervas frescas, e você entende por que os chilenos dominam branco de clima frio.

Sauvignon Blanc

Espumante – Valdivieso, desde 1879

Valdivieso, qualquer linha que você pegue, porque essa vinícola é a principal produtora de espumante do Chile desde 1879. Ganhou medalha de ouro em 1978 “por la fabricación de champaña” em concurso internacional, reconhecimento que carrega até hoje, você compra por CLP 3.000 a 8.000 (R$ 18 a R$ 50) dependendo da linha, e em supermercado chileno tem fácil.

O diferencial: Valdivieso domina tanto o método Charmat, que usa tanques de inox e sai mais fresco, quanto o método tradicional, que envelhece na garrafa e sai mais sofisticado. Lá você toma espumante chileno igual toma vinho tranquilo, porque é bom mesmo e não custa quase nada, quando você volta pro Brasil e vê espumante nacional a R$ 80, você lembra de Valdivieso.

O que a Receita Federal permite?

Cada pessoa maior de 18 anos pode trazer 12 litros de bebida alcoólica, o que dá aproximadamente 16 garrafas de 750 ml, sem pagar imposto, mas tem outro limite que muita gente não sabe: USD 1.000 em compras totais de tudo. Se você trazer vinho por USD 800 e chocolate por USD 300, ultrapassou de USD 1.000 e vai pagar imposto sobre o que excedeu, então não é só sobre vinho, é sobre tudo que você compra na viagem.

Na companhia aérea, você consegue levar até 5 litros de bebida com teor alcoólico abaixo de 24% na bagagem de mão, garrafas além disso vão obrigatoriamente na mala despachada, na despachada não tem limite de quantidade de garrafas, só de peso total mesmo.

Receita Federal

Dicas importantes

Se seu voo tiver conexão em outro país tipo Argentina ou Uruguai, garrafas não podem ir na mala de mão, então despacha tudo desde o começo no primeiro voo, o limite de 12 litros é individual, não é por família, então menores de 18 anos não têm cota nenhuma. Se você tiver muitas garrafas iguais, pode gerar suspeita de revenda, então leva variedade mesmo, e tem um detalhe importante: não compra vinho que você já acha fácil no Brasil. Uma economia de 10 reais na garrafa não compensa o peso na mala de volta.

Compra rótulos que são caros aqui ou impossíveis de achar, aí sim vale a pena todo o trabalho de embrulhar e trazer. Dica extra: Santa Rita, Concha y Toro, Viña Leyda, Ventisquero, Casas del Bosque, De Martino e Valdivieso são vinícolas que você encontra em supermercado, são confiáveis, têm premiações internacionais, e você não erra.

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Até o próximo post! 🏔️

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CEO GRUPO ZERANDO

Ex-piloto da Marinha do Brasil, empresário, youtuber, DJ e um sonhador de carreira, Tales Barreto é a personificação do propósito que nossa empresa carrega desde sua fundação.

Aos 30 anos, ele mudou completamente sua realidade e de toda a sua família com o maior poder que se pode ter: acreditar que é possível.

Hoje, é CEO do Grupo Zerando, uma holding com 9 empresas e mais de 80 funcionários, que são diretamente responsáveis por transformar sua viagem na melhor experiência que você terá na vida. Acompanhe nosso CEO em suas redes sociais:

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