Falaa meus queridos, tudo certo?!
O Chile é um dos maiores produtores de vinho do mundo e tem uma vantagem que poucos países conseguem oferecer: rótulos premiados internacionalmente a preços que não assustam, são vinhos que chegam nas maiores competições do mundo e voltam com medalha, e que você compra no supermercado de Santiago como se fosse coisa corriqueira.
Pensando nisso, separamos cinco rótulos que você precisa levar na mala, com onde comprar cada um, um pouco da história por trás, quanto você pode trazer sem problema na alfândega e as dicas de como embalar tudo sem correr o risco de abrir a mala em casa com surpresa vermelha. Salute!
1. Casillero del Diablo – Concha y Toro
O Casillero del Diablo é provavelmente o vinho chileno mais conhecido do mundo, e a história por trás do nome é boa demais para não contar: no século XIX, Don Melchor de Concha y Toro começou a espalhar a lenda de que um diabo habitava sua adega para afastar ladrões de vinho, e o apelido ficou. A vinícola foi fundada em 1883 no Vale do Maipo, a uns 30 km de Santiago, e hoje é a maior produtora de vinhos da América Latina.
O rótulo existe em várias versões, Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Sauvignon Blanc e Rosé, e todas têm um custo-benefício difícil de bater. Você encontra em qualquer supermercado de Santiago, como Jumbo, Lider e Unimarc, por preços que costumam ficar entre CLP 6.000 e CLP 10.000 a garrafa, e quem quiser ir até a fonte pode visitar a vinícola em Pirque, é só clicar aqui e falar com o time Zerando.
2. Santa Rita 120
O Santa Rita 120 é o rótulo mais popular de uma das vinícolas mais antigas do Chile, fundada em 1880 por Domingo Fernández Concha no Vale do Maipo. O nome homenageia os 120 soldados patriotas que a proprietária Paula Jaraquemada escondeu na vinícola durante a guerra de independência chilena, um detalhe histórico que transforma cada garrafa numa peça de memória do país.
É fácil de achar nos principais supermercados de Santiago, com preços em torno de CLP 5.000 a CLP 8.000 dependendo da versão, e funciona bem tanto como lembrança quanto como presente para quem aprecia um tinto encorpado. O Cabernet Sauvignon é a versão mais vendida, mas o Carménère 120 é a que mais surpreende quem ainda não conhece a marca.

3. Montes Alpha
O Montes Alpha é o rótulo que eleva a lista para um nível acima, com um Cabernet Sauvignon ou Syrah que impressiona qualquer pessoa e que custa muito menos no Chile do que valeria no Brasil. A vinícola Montes foi fundada em 1987 no Vale de Apalta, em Colchagua, e foi a primeira chilena a ganhar um prêmio internacional, colocando o país no mapa do vinho fino mundial de forma definitiva.
Você encontra em boas garrafeiras de Santiago e em supermercados premium como o Jumbo e Líder, com preços entre CLP 15.000 e CLP 22.000 dependendo da versão e da safra. É o rótulo certo para quem quer ir além do básico e levar para casa algo que vai durar bem numa adeguinha ou impressionar numa mesa de jantar.
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4. Carménère Reserva – Viña Carmen
O Carménère é a uva símbolo do Chile, trazida da França no século XIX e praticamente extinta na Europa depois da filoxera, que destruiu boa parte dos vinhedos europeus. O Chile guardou essa uva sem saber por décadas, cultivando-a como se fosse Merlot, até que em 1994 um ampelógrafo francês identificou o engano, e desde então o Carménère virou orgulho nacional.
A Viña Carmen, fundada em 1850 e considerada a mais antiga vinícola do Chile, produz um dos Carménères mais acessíveis e mais elogiados, com notas de pimentão verde, ameixa e especiarias que definem bem o perfil da uva. Você encontra nos supermercados e garrafeiras de Santiago por volta de CLP 8.000 a CLP 12.000, e é a pedida certa para quem quer levar para casa um vinho que conta uma história genuinamente chilena.
5. Clos Apalta – Casa Lapostolle
Esse é o mais sofisticado e o mais caro da lista, mas merece um espaço porque é considerado um dos melhores vinhos da América do Sul e já foi eleito o melhor vinho do mundo pela Wine Spectator em 2008. A Casa Lapostolle foi fundada em 1994 pela família Marnier Lapostolle, a mesma do Grand Marnier, no Vale de Colchagua, com uma filosofia biodinâmica que cuida do vinhedo como um ecossistema completo.
O Clos Apalta é um blend de Carménère, Merlot e Cabernet Sauvignon que envelhece em barricas de carvalho francês e chega ao mercado em safras limitadas. Você encontra em garrafeiras especializadas de Santiago, como a Wine Market na Av. Las Condes e a Vinoteca, com preços entre CLP 50.000 e CLP 80.000 dependendo da safra, sendo o presente para quem entende, ou a memória líquida mais cara e mais bonita que a viagem pode gerar.

Quantas garrafas posso levar e como embalar?
A Receita Federal permite trazer até 12 litros de bebidas alcoólicas por pessoa, o que equivale a 16 garrafas de 750 ml, dentro da cota de isenção de US$ 1.000 para voos. Vale destacar que o limite é por pessoa maior de 18 anos, então um casal pode levar até 32 garrafas sem problema, mas lembre-se: trazer muitas garrafas exatamente iguais pode dar a impressão de que a compra foi feita para revenda, então diversificar os rótulos é sempre a escolha mais inteligente.
Para embalar sem quebrar, o caminho mais seguro é usar sacos infláveis específicos para garrafas de vinho, vendidos em lojas de viagem e até no próprio aeroporto de Santiago. Na falta deles, enrole cada garrafa individualmente com roupas grossas, coloque-as no centro da mala longe das bordas e nunca as deixe soltas.

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Espero que esse blog te ajude a montar uma viagem incrível pro Chile, com escolhas que fazem diferença de verdade na hora de aproveitar cada momento por aqui. Se quiser uma força extra no planejamento, fala com um consultor do meu time clicando aqui, que a gente cuida de tudo, do início ao fim da sua viagem, pra que ela seja inesquecível.
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Até o próximo post! 🇨🇱














