Falaa meus queridos, tudo certo?!
Santiago tem muitos pratos típicos (e deliciosos). Aproveitar a gastronomia precisa ser parte do seu roteiro! A cidade mistura cozinha chilena tradicional, alta gastronomia premiada internacionalmente e frutos do mar fresquisimos vindos do Pacífico, tudo isso espalhado por bairros bem diferentes entre si. E aí bate aquela dúvida: escolher pelo bairro, pelo tipo de prato, experiência?
Foi pensando nessas dúvidas que separei os bairros que concentram a boa mesa da capital, com o que pedir em cada tipo de casa e quanto esperar gastar. Bora conferir!
Quais bairros concentram os melhores restaurantes?
A localização faz toda a diferença em Santiago, porque a cidade é grande e o trânsito atrapalha quem perde tempo pulando de bairro em bairro. Lastarria é o queridinho de quem está no centro: charmoso, ótimo para caminhar e com nomes fortes como o Bocanáriz e o Castillo Forestal a poucos metros um do outro. Já a Providência reúne clássicos como o Aquí Está Coco e o Liguria, com boa cobertura de metrô.
Vitacura concentra a alta gastronomia, com casas como o Mestizo e o Boragó, mas fica mais longe do centro, então o segredo é ir de aplicativo. Bellavista tem vida boêmia e opções como o Como Água para Chocolate, enquanto Las Condes, mais corporativo, tem o Costanera Center por perto e a pizzaria Tiramisú entre as favoritas da região. Escolhido o bairro, falta a parte mais gostosa: saber o que pedir.
Quais pratos chilenos eu preciso provar?
As empanadas de pino, recheadas de carne, são praticamente a porta de entrada da culinária local, assim como o pastel de choclo, uma espécie de torta de milho com carne. A cazuela, um ensopado bem caseiro, e o lomo a lo pobre, que leva carne, batatas e ovos, também aparecem em quase todo cardápio chileno e ajudam a entender a comida do dia a dia por lá.
Como o país tem um litoral enorme, os frutos do mar são outro ponto alto: peixes frescos, centolla (o caranguejo gigante do Pacífico) e os camarones al pil pil, temperados com alho e azeite. Para beber, o pisco sour é quase obrigatório, e quem prefere algo sem álcool encontra no mote con huesillo, um suco de pêssego com grãos de trigo vendido nas ruas, uma boa surpresa de verão.

Onde comer sem gastar uma fortuna?
Vale alinhar as expectativas antes de sentar à mesa: restaurantes médios costumam ficar entre 15.000 e 25.000 pesos chilenos por pessoa, sem contar a bebida alcoólica. Uma dica valiosa para economizar no almoço é pedir o menu del día, parecido com o nosso prato executivo, que já vem com entrada, prato principal, sobremesa e bebida por um preço fixo bem mais em conta, servido em geral entre meio-dia e 15h.
Para quem quer sabor sem gastar demais, o Galindo, em Bellavista, é conhecido pelos clássicos chilenos a preço justo e ambiente informal, frequentado tanto por turistas quanto pelos próprios santiaguinos. E se bater aquela pressa no meio do passeio, a rede local Castaño está espalhada pela cidade toda e resolve rapidinho, sem luxo, mas com preço baixo.
Quais restaurantes eu recomendo de verdade?
Fechada a conta do bolso, dá para pensar nas experiências que realmente marcam a viagem. Para um clássico, o Ligúria, na unidade de Lastarria, tem cardápio farto e um dos ambientes mais bonitos da cidade. Se o assunto é vinho, o Bocanáriz é praticamente uma aula, com mais de 400 rótulos para escolher em garrafa ou degustar em taças. E entre os apaixonados por sushi, o Fukai, no Pátio Bellavista, é um point concorrido nos fins de semana, com desconto para quem fecha roteiro comigo.
Outra experiência que recomendo de olhos fechados é o Peumayen, especializado em comida ancestral mapuche, com mais de 22 itens entre mar, terra e vegetariano, muitos bem diferentes do que provamos por aqui. Clientes meus também têm desconto lá. Para um jantar romântico, o Como Água para Chocolate, em Bellavista, tem ambiente aconchegante e preço justo, e o Restaurante Giratório, na Providência, entrega vista panorâmica da cidade durante a refeição.
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Onde fechar o passeio com doce ou pisco?
Se você quer degustar pisco de verdade, o Chipe Libre, em Lastarria, tem opções chilenas e peruanas lado a lado, ótimo para comparar e descobrir sua favorita. Para uma pausa mais doce, a La Panera Rosa serve café da manhã variado em vários bairros, e o Wonderland Café, também em Lastarria, é aquele tipo de lugar bem decorado que rende boas fotos e uma tarde tranquila.
Um clássico à parte é o Mercado Central, indicado para quem quer provar a centolla direto de quem trabalha com peixe fresco todos os dias, ainda que o ambiente seja mais simples que o dos restaurantes badalados. E se a vontade for de sorvete, Oggi Officina Gelato e Montana Gelato são as apostas mais certeiras para encerrar o dia. No fim, comer bem em Santiago é menos sobre acertar um endereço famoso e mais sobre combinar bairro, horário e bolso, e agora você já tem esse mapa na mão.
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Até o próximo post! 🇨🇱














